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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um passeio pela esmeralda do Atlântico

Por Marcelo Medeiros
 

Formada  por 21 ilhas, ilhotas e rochedos  foi descoberto no ano de 1503 no início da era das grandes navegações. Tem sua formação devido a atividades vulcânicas, pode ser comparada a uma grande montanha que se eleva á mais de 2000 metros do fundo do oceano.
Nos primeiros 230 anos de sua história foi disputada por Portugueses, Holandeses, Ingleses e Franceses. Tornando-se  propriedade definitiva de Portugal no ano de 1731.
 
Foto: Marcelo Medeiros
 
Nos próximos 200 anos sua utilização foi basicamente como presídio,  no ano de 1940 na época da segunda guerra mundial  foi base para operação militares aliadas, encabeçada pelos Norte Americanos que ali  se estalaram para combater o avanço da Alemanha nazista nos mares do atlântico sul.  Tanto o aeroporto como o atual terminal de passageiros que hoje utilizamos foi construído pelos Norte Americanos neste período, após o fim da Segunda Guerra mundial foi área militar Brasileira.
Com a elaboração da constituição brasileira de 1988 tornou-se área de proteção ambiental.
A Esmeralda do Atlântico  atual  é um exemplo mundial de preservação ambiental, onde o turismo,  a fauna e a flora andam de mãos dadas. Muito distante de seu passado de batalhas sangrentas e encarceiramentos.
Conhecida como Fernando de Noronha, a ilha  está  a 550 km da cidade de Natal e a  350 km da cidade de Recife. É conhecida mundialmente pelos esportes aquáticos como mergulho e o surfe. Outro atrativo de Noronha é a presença dos golfinhos rotadores que se aglomeram na baia dos golfinhos  durante o dia para se acasalar e brincar, em alguns dias é possível visualizar 300 golfinhos, é o único local do planeta que abriga    uma comunidade permanente de golfinho rotadores.
 
Foto: Marcelo Medeiros
 
Fernando de noronha  tem controle permanente  do ibama e é limitada a entrada de visitantes diários em 500 pessoas, somados aos 3000 habitantes  permanentes, isto significa que mesmo nas datas mais concorridadas do ano  como reveillon  e carnaval você vai ter a ilha praticamente só para você, a grande distância das capitais e dificuldades logísticas  fazem com que o custo seja alto em relação ao resto do país, mas vale a  pena gastar um pouco mais e visitar esse paraíso. De 5 a 8 dias é o ideal para conhecer as praias, contos e histórias deste local .


                                 Foto: Marcelo Medeiros
 
Para saber mais: www.deltavegaturismo.com.br

Um pedaço da Alemanha no Brasil

Por Natália Gregório Franco



Trajes típicos Alemães usados na festa
Já pensou em conhecer um pouco da Cultura Alemã sem precisar sair do Brasil?


A Oktoberfest de Blumenau, criada em 1984, ocorre anualmente na cidade durante o mês de Outubro. Mas ao contrário do  que muitas pessoas imaginam, a Oktoberfest não é apenas uma "Festa do Chopp". Ela representa grande parte da cultura Germânica em suas apresentações. 

Uma das maiores características dos Alemães, é o amor a música, a dança e a culinária local. A partir do 1º dia de festa, grandes desfiles acontecem juntamente com apresentações nas ruas da cidade.
A festa capaz de reunir mais de 600 mil pessoas por ano, é considerada a versão consagrada da Oktoberfest de Munique, é a 2º maior festa Alemã do Mundo e a maior das Américas.

Banda Cavalinho anima o público em Blumenau - SC
A BANDA CAVALINHO, é 
a maior referência de animação de público da história da Oktoberfest 
Blumenau. A banda se define como moderna, atual, alegremente brasileira, mas com um forte sotaque alemão. O vocal da banda fica por conta de Jobinho Bala, Brasileiro e do Alemão Alois Hoffmann. A mistura do sotaque Alemão com o nosso Português é o grande diferencial da Banda, que foi criada 30 anos atrás para animar eventos típicos na cidade
 
A PROEB é o local onde ocorre a festa. Foi criada em 1969, famosa por receber grandes eventos da região, sofreu diversas alterações ao decorrer do tempo, em 2005 o espaço foi demolido, dando origem a atual VILA GERMÂNICA. A festa é dividida em três pavilhões, com barracas de vários tipos de chopp, comidas típicas e palcos onde várias bandas Alemãs podem mostrar um pouco da música Germânica.

Separe seus trajes Alemães, sua caneca de chopp e vamos 
 embarcar nessa viagem pela Alemanha Brasileira!!!

Acesse o site oficial da festa e confira a programação:



terça-feira, 25 de junho de 2013

São Paulo e Sabores


Por Ingrid Lira

Uma das coisas que estimula muito uma viagem ou também à marca muito é o sabor do local.
Cada região, cidade ou país tem um sabor característico, se levarmos em conta só o Brasil, já temos uma diversidade incrível de pratos e têmperos.
Quando se viaja e prova um prato típico daquele lugar, entramos em contato maior com a cultura, porque uma das melhores maneiras de se conhecer um povo é provando sua comida.
O Brasil tem pratos típicos muito diferentes de uma região para outra, quando se viaja da região sul para a região nordeste, por exemplo, já temos uma diferença muito grande de sabores e condimentos.


Mas nem precisamos ir tão longe para sentir essa diferença gastronômica, se você for para uma cidade vizinha à sua você já vai conseguir perceber.
Por São Paulo ter recebido imigrantes de várias partes do mundo, cada bairro onde uma colônia predomina o cenário gastronômico da cidade também varia muito, podemos encontrar praticamente tudo aqui, desde  ótimos pratos árabes até comida tailandesa e assim por diante. Fazer uma simples refeição pode se tornar algo incrível, porque cada bairro oferece na comida  mais do que sabor, oferece um pouco de história.












Se você quiser variar seu cardápio em São Paulo, você pode almoçar na Liberdade, por exemplo, e jantar no Bixiga, você vai perceber as influências dos têmperos de cada lugar.
Então cada vez que você comer em São Paulo você pode provar algo de outra região ou até mesmo de outro país.

Para quem ficou interessado segue algumas dicas:

Comida Árabe http://www.raful.com.br

Guia Turístico X Guia de Turismo

Por Daiane Mavian

Os romanos começaram a ver as viagens não somente como uma possibilidade de lazer, mas também como fonte de enriquecimento cultural e curiosidade histórica, neste contexto surgiu a obra que é considerada o primeiro Guia Turístico da humanidade: “Descrição da Grécia” – de Pausanias, escrita entre 160 e 175 d.c. A obra de Pausanias é dividida em 10 livros. Dizem que a precisão de sua obra foi comprovada por descobertas arqueológicas posteriores.
O guia de Pausanias foi utilizado pelo famoso historiador grego Heródoto como referência na viagem que culminou na famosa obra: A História de Heródoto, inaugurando assim um novo tipo de literatura: a Literatura de Viagem. Esta obra posteriormente deu-lhe o título de pai da História.

O homem sempre viajou por vários motivos, difícil dizer quem foram os primeiros, várias correntes como as peregrinações dos gregos a Olímpia, os fenícios e o que dizer dos habitantes da Caverna de Madassin, nos pirineus franceses, que saiam das cavernas para ir ao mar há 13 mil anos?
Alguns historiadores consideram Heródoto como um modelo de “turista”. Mas os feitos de Heródoto não seriam possíveis sem a ajuda dos próxenos. Os próxenos eram cidadãos designados pelo governo para receberem os estrangeiros, orientá-los e ajudá-los. Seriam estes os precursores dos embaixadores ou dos funcionários públicos de turismo.
No decorrer dos séculos as motivações das viagens passaram por várias transformações e, no século XVI começaram as viagens realizadas por jovens ricos da elite acompanhados de seus mestres ou tutores. A condição essencial para ser um tutor era conhecer o idioma e aquela cultura, para poder comentar e explicar os costumes locais. Alguns estudiosos acreditam terem sido estes tutores os antecessores do nosso atual guia de turismo.  
É imprescindível que não seja feita confusão dos termos entre o profissional guia de turismo e a 
literatura, guia turístico. 
Logicamente literatura e profissões evoluíram ao longo do tempo. Hoje os guias turísticos possuem diversos formatos, linguagens, iconografias, mas não houve mudança no objetivo da publicação.
Assim como na profissão do guia de turismo continua sendo fundamental conhecer o idioma local onde se pretende trabalhar. Os embaixadores hoje por sua vez, tem que ter disciplina, respeito às diversidades étnicas, impecável comunicação em mais de um idioma além de, ser exímio articulador de relações interpessoais.
Hoje, me parece essencial que sejamos tudo isso junto, próxenos,  tutores e por que não, também embaixadores.

Bibliografia:

PINHEIRO, Ana Elias, A longa história da informação turística: A descrição da Grécia de Pausanias. Trabalho  apresentado no IV Congresso da APEC. 2008, Evora – Portugal

 HESPANHOL, Bernadete,Turismólogo: Um olhar sobre a sua formação para atender a pessoa com deficiência. Bernadete Hespanhol. Mestrado em Educação. 2005, UNIMEP – Piracicaba/SP

foto1: lounge.obviousmag.org
foto 2: chc.cienciahoje.uol.com.br  






Salvem o Guia de Turismo

Por Roberta Arb Viola


Isso mesmo! Esta é uma postagem de apelo para que o profissional Guia de Turismo seja respeitado no exercício de sua profissão.
O leigo relaciona o profissional Guia de Turismo por um prisma de lazer e julga: “Que profissão boa! Viaja o tempo todo!”.
Sim, a profissão é boa, mas todas as profissões são boas quando realizadas com amor e respeitadas, mas quero aproveitar este espaço para discorrer sobre a profissão.
Para ser Guia de Turismo é preciso fazer um curso de 800 horas de aulas que envolvem estudos profundos sobre história, geografia, pesquisas de culturas e aculturações, modalidades artísticas, cronologia e evolução das obras, artistas e seus estilos; imprescindível estudar mapas, entender modelos arquitetônicos, elaborar narrativas, ler e falar português com seus acentos, sílabas e pontuações corretas, incluir no mínimo mais um idioma em seus estudos. Sem contar o aprimoramento em relacionamentos interpessoais, conhecimentos em psicologia, legislação, expressão corporal e primeiros socorros.
Não bastam só os estudos, para ser Guia de Turismo é preciso atuar, experimentar, lidar com os imprevistos “in loco”... Que lugar é esse?  É a atuação em campo, levar grupos, interagir com fornecedores, conhecer os meios de transporte, entender de tecnologia, investir em viagens. É preciso aprimorar o olhar e o sexto sentido. Sim, sexto sentido porque para ser Guia de Turismo não basta ter o curso técnico, é preciso captar o sonho do turista e transformá-lo em realidade, em experiência única.
E então depois de tanta dedicação, depois de tanto investimento e estudos, supostos “guias de turismo” são contratados por seus discursos decorados e mecânicos para convencer turistas de lhes pagarem por sua sabedoria “local”.
Foto: www.sindegtur-am.com
Embora haja uma lei federal que oficializa a profissão, ainda falta um olhar consciente do mercado e das massas para o profissional Guia de Turismo. A fiscalização é falha e propicia a contratação de pseudoguias, seja para o trabalho de receptivo, seja para excursões ou roteiros interestaduais.


Por que isso acontece?
 
Podemos pensar em “n” motivos para esta pergunta:
§  Mão de obra mais barata,
§  Pseudoguias locais crianças, “lindinhos” falando sobre a história do local por uns trocados,
§  Falta de informação do contratante sobre a legislação.
Foto: turismandoporai.blogspot.com.br


Esclareço que este texto não tem a menor pretensão de subestimar o potencial dos pseudoguias, mas sim chamar a atenção para o processo de formação e preparo de um verdadeiro Guia de Turismo, cujo trabalho está dedicado ao interesse do turista e da divulgação e preservação dos patrimônios naturais, históricos, culturais e imateriais.
Ao contratar um Guia de Turismo credenciado, estará estimulando a capacitação dos pseudoguias, respeitando a classe e recebendo um serviço e tratamento profissional.

Salvem os Guias de Turismo!




O advento de viajar em grupo

Por Daiane Mavian

Graças ao advento da globalização, uma das grandes alavancadoras de pessoas e encurtadoras de distâncias, o mundo pode ver o "Mundo", ainda bem! O turismo proporciona o aumento do desenvolvimento econômico e do nível de conforto da população receptiva. Mas a que custo?

Thomas Cook nem imaginava o que ia acontecer, será que o nosso Thomas Cook brasileiro, leia-se Guilherme Paulus (CVC), teve alguma inspiração no Sr. Cook? Seja como for, faz-se necessário tais executivos empreendedores que, com idéias 
novas e usufruindo do advento da globalização propiciaram o hábito de viajar para a realidade de tantas pessoas.
É impressionante como o conceito de viagem pode ser diferente para cada pessoa. Conforme o prof. Manhães, a viagem é a fuga da realidade chata e opressora para um qualquer lugar mágico.
Este momento de viagem é tão especial para o turista que o mesmo tende a agir deliberada e inflexivelmente gerando um comportamento que o prof. Carolla descreveu como "ego infantil".  Esse "ego infantil", pode atrapalhar o bom andamento do trabalho em grupo. E é nesse ambiente que, onde não só um, mas diversos "egos infantis" juntos, de origens étnicas, gostos e expectativas diferentes, atua o profissional guia de turismo.
O desafio para o profissional do turismo que trabalha neste ambiente é: como harmonizar o pensamento, mesmo que momentâneamente no grupo, e mostrar que a vontade do grupo deve ser prioridade em detrimento à sua vontade individual?
Com a evolução dos negócios do Sr. Cook, como será que ele lidou com isso? Piaget ainda estava a caminho, mas talvez se tivessem sido contemporâneos ele poderia ter dado uma ajudinha..


Foto: chc.cienciahoje.uol.com.br 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Estereótipos

Por Santiago Marrodán 

Dê uma olhada nessas fotos e tente imaginar em quais países elas foram capturadas.






Talvez você achou que essa cidadezinha nevada pertence algum país do norte da Europa, que a tourada aconteceu em algum lugar da Espanha, que aquela bela paisagem verde com as casas brancas e telhados vermelhos ficam em algum vale da Suíça, ou que essa terra seca e rachada por falta de chuva é de um país da Africa ou Oriente Médio.
Pois não é assim. A tourada foi no México, o vale verde esta na Espanha, e a terra castigada pela seca e a cidade nevada pertencem ao Brasil.
A mídia e as pessoas que falam sem conhecimento nos fazem, quase que inconscientemente, criar uma imagem de cada país que as vezes não coincide com a realidade. Mas nem todos os brasileiros são morenos e gostam de samba, tem espanhóis que odeiam as touradas e não dormem a siesta, a soneca depois  do almoço, alguns peruanos são loiros e de olhos claros e a maioria dos franceses toma banho e é gentil com os turistas...
Todos temos a nossa própria bagagem, construída pela nossa personalidade e as nossas experiências de vida, que nos faz olhar ao redor de um jeito próprio e particular. Desde o início do curso de Técnico em Guia de Turismo, no Senac São Paulo, fomos convidados a tentar tirar esses filtros que as vezes nos impedem de perceber o mundo como ele é, com suas matizes, particularidades e contradições. Ainda mais se vamos trabalhar no turismo, onde teremos contato com pessoas de culturas muito diversas. Tentemos rever o mundo de um jeito mais limpo, sem preconceitos, e nos tornaremos melhores guias de turismo e melhores pessoas.

Fotografias:
Foto 2: Santiago Marrodán